domingo, 13 de abril de 2014

Das memórias de tempos idos
Resgatei o que a força dos minutos
Não permitiu que se perdesse no ar
Do teu perfume impregnado em mim
Relembrei o que o coração
Negar-se-ia a aceitar
O aroma da primavera
Pouca fragrância representa
Diante do cheiro que teu corpo deixou no meu
Os meus sentidos pouco têm a oferecer
Frente à resistência que eu não consigo exercer...
Meu mundo sem ti
É insalubre como um mar doce e poluído
Meus passos sem rumo
Procuram o teu endereço
Ainda que eu não te adivinhe,
Por onde andas eu já não consigo
- mais precisar
Por onde te escondes
Quando o que eu preciso é te encontrar!?
A tua ausência maltrata
Como o beijo com que despedes
Sem me dar prazer
Tua falta me preenche
Como a pólvora que me faz morrer,
Sem sentido
Eu persigo algo por que me notes
Na ânsia de ser teu um dia
Ou pelo menos um segundo...








Nenhum comentário:

Postar um comentário